O governador Mauro Mendes tem sido alvo de análises críticas que interpretam seus recentes movimentos políticos — incluindo ataques ao senador Wellington Fagundes — como uma estratégia para blindar seu núcleo mais restrito de aliados. Segundo interlocutores, o objetivo central seria pavimentar o caminho para a sucessão de Otaviano Piveta, consolidando um projeto de poder formado por um grupo de sócios da iniciativa privada. A tese é que o rearranjo político atual busca transformar parcerias comerciais registradas em junta comercial em uma hegemonia administrativa que pode se estender por 20 anos no comando de Mato Grosso.
Entretanto, essa estratégia de continuidade enfrenta resistência velada nos corredores da Assembleia Legislativa. Fontes ligadas ao parlamento estadual indicam um nítido desânimo entre os deputados quanto à candidatura de Piveta, vista por muitos como a perpetuação de uma "panelinha" empresarial no Palácio Paiaguás. O ceticismo gira em torno da concentração de poder nas mãos de um mesmo círculo econômico, levantando questionamentos se o eleitorado mato-grossense estaria disposto a referendar a manutenção desse modelo de gestão por um período tão prolongado.
Movimentações políticas de Mauro Mendes visam hegemonia de “panelinha de sócios” por duas décadas no comando do estado , apontam bastidores
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