Mudança de governo pode devolver até 150 policiais às ruas em MT e testar promessa de Otaviano Pivetta de cortar privilégios na segurança oficial

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Mudança de governo pode devolver até 150 policiais às ruas em MT e testar promessa de Otaviano Pivetta de cortar privilégios na segurança oficial

A possível transição de comando no Palácio Paiaguás, com a saída de Mauro Mendes e a ascensão de Otaviano Pivetta, reacende o debate sobre o uso de efetivo da Polícia Militar na segurança pessoal de autoridades. Informações que circulam nos bastidores apontam que cerca de até 150 policiais estariam hoje mobilizados na proteção do governador, da primeira-dama Virgínia Mendes e familiares, com atuação dividida entre Cuiabá e outros estados, como São Paulo. O próprio Pivetta já declarou publicamente que, caso assumisse o comando do Estado, não utilizaria policiais da ativa para sua segurança pessoal, optando por equipes formadas por policiais da reserva vinculados à guarda patrimonial, o que, em tese, liberaria esse contingente para reforçar o policiamento nas ruas.

O ponto crítico, no entanto, está na execução dessa promessa. Há relatos de bastidores de que parte desses policiais poderia ser redistribuída para órgãos dos poderes constituídos de Mato Grosso com gratificações do tipo DGA-3 e escalas diferenciadas, como 24/72. Segundo fontes, algumas autoridades já estariam se movimentando para viabilizar esse encaixe administrativo, o que permitiria que esses agentes, mesmo formalmente lotados em outras instituições, permanecessem disponíveis em períodos de folga para atividades diversas. Esse movimento já começa a gerar os primeiros ruídos na transição entre o governo que se encerra e a gestão que deve se iniciar, justamente por colocar em xeque o compromisso assumido por Otaviano Pivetta de devolver integralmente esse efetivo às ruas e priorizar a segurança pública com policiais da ativa no policiamento ostensivo.